26 de julho de 2011

Este fim-de-semana










Vai ser assim. E daqui por duas semanas, há mais para os lados de Tomar. Por enquanto, o nome é Santiago de Compostela.

O poder dos limites

Há muito que não vinha cá. E sinto saudades. Saudades de ter tempo para me curvar sobre mim própria e poder ter tempo para reflectir sobre mim, sobre a minha relação com os outros, sobre planos. Este ano foi um ano louco. Dos piores e melhores que tive. Um ano de imensa produção, de imenso trabalho mas foi igualmente um ano de demarcação de território, de garras bem afiadas. Foi um regresso difícil, de adaptação a tudo. Ao meio social, familiar e profissional. Este ano está quase a chegar ao fim, e a batalha não terminou mas muita poeira assentou e o fim de uma tarefa enorme está ali, quase no final. Quanto mais o tempo avança, mais me sinto dona de mim, mais sinto necessidade de me afirmar pelas minhas escolhas, pela minha diferença. Se até agora, vivia isso como algo de reactivo, sinto que começo a entrar naquela fase em que as minhas escolhas são assumidas com naturalidade, porque sinto-as cada vez mais como um direito adquirido pela vida que me foi dada. Apetece-me delimitar a fronteira que me separa de certas pessoas, mas apetece-me demarcar a cuspo o que aproxima de outras. Definição de contornos. Penso que é isso mesmo. Definição de contornos. É interessante ou curioso sentir que estou a terminar um processo de aprendizagem na minha vida profissional, e apetece-me desde já encetar outro. Desde pequena desejei ser frágil, protegida, ser mãe, caseira e hoje tenho dúvidas se será esse o meu caminho. Desejo e preciso de alguém forte ao meu lado, alguém que me preencha, disso não abdico, porque é nessa pessoa que me complemento, me apoio, me articulo para o mundo. Mas será que haverá mais do que isso? Por vezes, acho que nasci para ser amiga, professora, namorada, filha, madrasta, e que é nesse papel de autoridade racional que me situo. Por vezes, pergunto-me se não fugirei da fragilidade que é ser mãe, embora tenha curiosidade em saber o que isso é e ao mesmo tempo, não quero. Sonho com realizações outras, com outro tipo de imput que vá além de mim. E porém não sei se não irei acabar por quebrar porque sou uma pessoa que ama demasiado, que dá demasiado, que acarinha demasiado e que também necessita receber. Há um lado fascinante do mundo que me chama. Esta imensidão de saberes, de culturas, de fazeres, de cores, de cheiros, de imaginação, de criatividade que me chama e que desejo tanto partilhar apenas com uma pessoa e nada mais. Será egoísmo? será pragmatismo? idealismo? Não sei. Apenas observo a fragilidade das que foram mães, dos sacrifícios pessoais, das desistências de lutas em nome dos filhos e duvido que seja isso que eu desejo para mim. Nada disto é definitivo. Apenas tenho a noção de que há escolhas que não têm retorno e que se um dia tomar certas escolhas, que seja de consciência clara. Não me incomoda ser madrasta. É um papel ingrato, mas muito mais cómodo e fácil do que ser mãe. Há algo que nos permite ajudar, orientar, amando mas sem sofrer tanto. Pode-se correr o risco de se ser mais dura porque o pai virá atrás adoçar, mesmo reconhecendo que aquela chamada de atenção foi importante. Hoje acredito que haja famílias recompostas mais equilibradas que as próprias famílias naturais porque na relação com aquele estranho que denominamos de padrasto ou madrasta, o sentimento é menos redondo e as palavras não têm tantos significados. Enfim. A vida é uma coisa estranha, que nos molda, dando-nos oportunidades de recriação ou de destruição. A escolha é por vezes difícil, mas ela existe. Sempre.

6 de junho de 2011

Ausente

Ausente porque em trabalho. A aproveitar o final do ano lectivo para dar com todo o gás naquela coisa que está quase lá. Por cá, os tempos são de calmaria. E nada mais a acrescentar. Vem aí o verão, a praia, acho que não vou gozar muito mas será por uma boa causa.

2 de maio de 2011

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Back. E como é bom estar em casa, não há melhor lugar do que este: a nossa casa. Adorei rever os meus amigos em Bruxelas. Foi muito bom ter-me apercebido que fiz amigos no verdadeiro sentido da palavra. Não são muitos mas bons. Muito bom mesmo. Mesmo assim, é muito bom quando se regressa porque a minha casa é esta. Apesar da crise e das dificuldades. Não há melhor lugar que o lugar onde mora o nosso coração.

26 de abril de 2011

Expectations

E estou de volta a Bruxelas por breves dias para dar duas aulas ao abrigo do programa erasmus.
Chego aqui e tudo me pede filhos e planos assim para là do expectàvel neste momento, e so me apetece manda-los para aquele lado. Nao me stressem e deixem me levar a minha vida porque para stress ja basto eu. Bolas. Expectativas. Saturam me.

30 de março de 2011

Boa noite

Depois de uma noite algo atribulada, hoje espero ter uma noite mais tranquila. A ver vamos.

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In spite of "everything", I know why you (always) end up making me smile.

Ar



Apanhar ar, era mesmo isso que eu precisava. Mas sozinha, ir só eu, comigo e mais ninguém. Porque é bom ter tempo só para mim, e não tenho tido.

29 de março de 2011

Sem tempo



Sem tempo para escrever, para comentar, para registar. Mas a vida corre, corre depressa. E eu corro atrás dela.