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29 de março de 2010

Sonho: uma ideia tornada realidade

Sabem porquê um artista de pintura precisa de uma tela? Para dar cor e forma às suas ideias, preocupações, divagações e ansiedades. Um pintor sem tela é como um escritor sem folha de papel.
A obra aparece quando lhe damos forma, cor, substância: quando a traduzimos em algo de palpável para que os outros a possam entender, para que a comunicação possa acontecer e para que, em última instância, a discussão, momento alto de partilha, possa simplesmente "existir".
Com os sonhos passa-se o mesmo: precisamos de escrever sobre eles para lhes dar vida, para que a memória (curta) não os esqueça e sobretudo para que os (eventuais) obstáculos pareçam mais pequenos.
Um sonho é uma ideia, tal como uma frase é uma ideia, tal como um traço é uma ideia.
Uma ideia em bruto que é preciso preencher, reescrever, adaptar para dar origem a uma obra de arte, mas é uma ideia.
As maiores invenções e os maiores feitos da Humanidade nasceram todos de uma ideia, por sinal simples e singela, que foi preciso trabalhar, dominar, assertar e corrigir até que algo de grandioso nascesse.
Com os sonhos passa-se a mesma coisa. É preciso ter a coragem de os passar para o papel, dar-lhes vida, para que um dia possam ser tangíveis, reais.
Tudo na vida começa por ser um esboço, um projecto, um embrião.
A decisão desse esboço, projecto, ou embrião um dia se tornar realide depende (muito) de nós: depende de uma coisa chamada "trabalho", de outra chamada "persistência" e de outra chamada "crença".

18 de março de 2010

Puro Toque de Magia


Quando iniciei este blog nunca pensei escrever um post com este título: puto toque de magia.
Quando escolhi o nome deste blog foi para forçar a entrada da magia da minha vida numa altura em que achava que a magia andava de costas voltadas para mim. Foi então que eu decidi ir à procura dela e, como quem procura encontra, eu encontrei-a. Hoje sei que os sonhos requerem trabalho, muito trabalho, e acima de tudo perseverança, muita perseverança.
Quando iniciei este blog, estava imbuída na minha dor, andava de olhos postos no chão, e como tal, nao poderia nunca ver a magia que no entanto me rodeava, enchendo-me de beijos.
Hoje sei que a magia acontece, aqui e ali, e que ela dá de si quando menos esperamos.
O essencial é acreditar, sobretudo nos maus momentos em que achamos que está tudo perdido.
Hoje sei que o sonho pode muito, mas sei também que o trabalho é quem faz com que a magia do sonho se torne realidade.

3 de março de 2010

O que eu queria mesmo

O que eu queria mesmo era estar aqui. Respirar o ar da praia, sentir o cheiro a maresia, e fechar os olhos para saborear esse Momento.

31 de janeiro de 2010

Seria tão bom se....


Seria tão bom se pudessemos carregar na tecla "Esc" e entrar directamente para outra dimensão.
Uma dimensão onde os nossos sonhos fossem reais, com um cheiro bom e uma cor brilhante.
Todos nós vivemos de sonhos e isso faz-nos andar para a frente, mas os sonhos levam o seu tempo e requerem muita persistência.
É preciso saber esperar para que o fruto seja colhido na hora certa, pois fora do seu tempo, o sonho feito fruto não tem o mesmo sabor.
Há dias em que nos desesperamos, em que pensamos que o sonho está ainda muito longe e que nunca o alcanceremos, mas há dias em que ele nos parece tão próximo, ali, ao virar da esquina, olhando para nós, piscando-nos o olho. Então, prosseguimos a nossa caminhada e continuamos a trabalhar para que o nosso sonho se torne realidade.
Eu sonho com o meu regresso a casa depois da missão cumprida, sonho com uma nova vida, com novos desafios, dificuldades, mas com muito amor. Não sei se estarei à altura dos desafios que me esperam, mas isso pouco me importa, pois eles fazem parte do meu sonho.
Sonho em viajar, lá fora e cá dentro, sonho em ler livros por "puro prazer", sonho em ter tempo para a família, para os amigos.
Sonho com um lugar tranquilo, meu, feito nosso, onde possamos carregar as nossas baterias faça chuva ou faça sol, lá fora e cá dentro.
Sonho com lutas, desilusões, vitórias e derrotas. Sonho com o preto e com o branco, desde que me dêem a escolha de outras cores.
Sonho em nunca perder a esperança e em nunca perder as forças (saúde física e mental) para me manter "viva", sobretudo por dentro mas também por fora, aconteça o que acontecer. Esse é o meu sonho, o maior de todos, porque sem ele, sonhar será uma vã lembrança.

28 de dezembro de 2009

Entre o sonho e a realidade, mas onde exactamente?


A vida adulta é algo para o qual não estamos preparados. Digam o que disserem, leiam os livros que lerem.

A vida adulta é madrasta e apanha-nos sempre no virar da esquina, quando menos esperamos e sobretudo quando menos precisamos.

Toda a gente sonha com o "sonho". Toda a gente defende que a vida deve ser vivida em função de 1, 2, 3, enfim uma pluralidade de sonhos, que nos movem e nos fazem andar para a frente.

E agora eu pergunto: e se esses sonhos forem irreais, e se esses sonhos não forem feitos para nós, o que fazer? Como agir?Todos nós, com esta ou aquela variante, fomos educados para sonhar e sonhar bem alto, por sinal.

Sonhamos todas com o principe encantado, sonhamos todas com uma família, sonhamos todas com conforto e fazemos as nossas escolhas ao longo do nosso percurso em função desses sonhos. E se um dia, depois de 30 anos de luta, apercebemo-nos idiotamente que esses sonhos não foram feitos para nós? Que aquela pessoa que vive ao nosso lado, com quem partilhamos a cama nunca, mas nunca, foi talhada para nos fazer feliz? Que não nascemos para ser mãe? que o dinheiro não nos traz o conforto espiritual e emocional? O que fazer com esses sonhos? Como é que nos adaptamos a esta nova realidade que nos obriga a virar a cabeça para baixo para que a vida possa fazer sentido? Como? Como é que sobrevivemos ao esfumaçar dos sonhos que fizeram de nós quem somos?

Será que essa revolução pode ser vivida com tranquilidade? Sem medos, sem mágoas, sem a sombra de um passado onde fomos outra pessoa?

Será que tudo isto faz parte do processo? mas que processo??? Será isto "a" prova de fogo, o ritual de passagem para a vida adulta? Se assim é, ok, mas então porque ninguém nos avisou antes?

Porque raio não fomos preparados para isso? Porquê? Porque não nos disseram que o príncipe tinha rugas, o nariz torto, mau hálito, e mancava? que os bébés soltam sons estridentes que nos conduzem à loucura? porque não me disseram que o dinheiro é um metal que nos pode trazer grandes dissabores?

Não sei, apenas sei que a passagem à vida adulta acontece cada vez mais tarde, a um custo demasiado elevado e que a prova de fogo não poupa ninguém: nem os melhores.

Cada vez mais me convenço que na mesinha de cabeceira dos nossos filhos, deveríamos trocar o livro do Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry pelo Príncipe de Maquiavel. Talvez assim, as nossas crianças feitas adultas estivessem mais preparadas para serem adultas sem grandes dramas.