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4 de março de 2010

A Lei da Vida

Porque a vida é uma aprendizagem dura, com imensos altos e baixos, e que resistir é a palavra difícil de se pronunciar e de se viver, é por tudo isso que se deve continuar em frente, no matter what, acreditando que, um dia, um bendito dia, a recompensa virá.

19 de fevereiro de 2010

Uma vida, várias chances



Há momentos na nossa vida em que achamos que tudo está prestes a acabar, em que nada faz sentido e desejamos pôr termo à vida, metaforicamente falando.
Nascemos para viver em paz, em equilíbrio, realizando sonhos, mas a vida nem sempre é um longo rio tranquilo.
Apesar dos contratempos, apercebemo-nos que é nos momentos difíceis que conseguimos fazer muito do nada. Só passando por momentos de privação é que tomamos a real dimensão da vida, e das oportunidades que ela nos estende. Os sonhos de ontem morrem para dar lugar aos sonhos de hoje e de amanhã.
A vida é uma aprendizagem constante, sempre renovada. A vida é um valor absoluto, que sobrevive e renasce, no matter what. E eu acredito que a nossa capacidade de adaptação é infinita e as segundas oportunidades "acontecem".Para tal, basta deixar que elas surjam, acreditando.

11 de janeiro de 2010

Hoje é um novo dia...



E a vida continua.
Porque é preciso cair lá no fundo, para se reerguer.
Porque há ajustes que é preciso fazer, conscientemente , para mudar para melhor.
Porque errar é humano e nem sempre sabemos lidar com as nossas falhas e imperfeições.
Enfim...hoje o dia tem outra cor, a cor da esperança, que se poderá realizar com muito trabalho.
Portanto, os dados estão lançados.

1 de janeiro de 2010

A Magia do Afecto


Ontem tive uma experiência nova.
Não se trata seguramente de uma experiência nova para a natureza humana, mas para mim foi.
Pois, mas então que experiência foi essa? Pois eu respondo: ontem fui presenteada pela magia do afecto. Passo a explicar.
Todos nós vivemos em sociedade e somos, desde muito novos, iniciados na aprendizagem da vida em sociedade, e essa aprendizagem passa pela assimilação de conceitos que regem a nossa vida em sociedade, e que nos permite arrumar tudo dentro de caixinhas.
Sendo assim, somos ensinados ou mesmo domesticados a amar o nosso cônjuge para todo o sempre, somos ensinados a confiar apenas no pai, na mãe, no irmão e pouco mais. Na verdade, somos ensinados a respeitar dogmas, sejam eles sociais, religiosos ou científicos.
Em consequência dessa arrumação milimétrica da vida social, todo e qualquer facto social digno desse nome, raciocínio ou sentimento que saia fora desta tabuada social é conotado como sendo probido, pecaminoso, ou mesmo anormal.
Claro que, se a regra da normalidade existe, rapidamente o homem sábio engendrou uma panóplia de explicações, não menos certeiras, para essas mesmas anormalidades. Como tal, quem amar uma pessoa estranha, é porque é carente; quem se divorciar é porque é herege e quem desafiar as leis da ciência é porque é louco. Simples não? O único ponto em comum entre todas estas situações é que os autores dos desvios merecem todos sem excepção a fogueira ou o inferno. Venha o diabo e escolha (já agora).
Ora bem, eu, na minha curta vida, posso dizer que já fui carente, herege e louca: já amei quem não me não era nada, já me divorciei e tenho por hábito desafiar os dogmas da ciência. Não sei se por teimosia, por espírito de contradicção ou por burrice (também tenho de admitir esta hipótese).
Não sei se esta postura faz de mim uma heroína, ou uma pessoa parva, a verdade é que viver à margem da sociedade atrai tanto de admiração como de inveja, ou seja, não é propriamente o céu na terra.
Mas ontem, foi diferente: ontem eu fui a estranha, em terreno hostil, a ser adoptada num simples toque de magia. Ontem eu vivi, experimentei um ambiente onde o afecto existe, simplesmente. Ponto. Chega a ser estranho de tão simples que é.
Ontem fiquei estupefacta porque fui recebida de braços abertos por miúdos, miúdos estes que não me são nada, e que teriam alguma razão para não gostarem de mim.
Foram esses mesmos miúdos que me receberam com toda a educação deste mundo, sem artificialidades ou rodeios. Fizeram-no com total naturalidade e isto porque dentro daquelas cabeças e daqueles corações, não existem dogmas ou regras, mas sim afecto e a linguagem do afecto não conhece preconceito nem cálculo. Limita-se a existir, num puro toque de magia. E a isto eu chamo A-M-O-R.
Saí de lá um pouco atordoada, confesso, mas satisfeita por ter sido presenteada com tamanha oferenda no dia da passagem de ano.
Saí de lá super orgulhosa por saber que ainda há miúdos assim, e pessoas adultas capazes de ensinar essa linguagem a crianças feitas pessoas, mesmo e sobretudo na adversidade.
Ontem tive mesmo uma experiência nova....

26 de dezembro de 2009

Life tastes like sweet...


Cheguei a casa, depois de mil peripécias, depois de o gás ter acabado, de a caldeira a gasóleo ter avariado, do portão não abrir...sinto-me tão bem, direi mesmo feliz, por estar aqui, em casa.
É bom demais, e não me canso de provar este sabor a mel por estar junto da família, da mãe, do irmão, dos sobrinhos, dos amigos (poucos, muito poucos mas bons) e claro....de TI.
Sometimes, life tastes like sweet.

10 de dezembro de 2009

Qual a atitude certa perante a vida?



Na vida, nem sempre tudo corre bem.
Mas pior do que correr mal, é não ter a atitude certa perante os desafios menos bons da vida, aqueles que nos obrigam a dar o salto e por vezes, um salto sem rede (pelo menos pensamos nós que é sem rede).
Na vida, já passei por situações ,porque inesperadas e porque despreparada para as receber. O meu maior problema reside aí mesmo, a falta de preparação, e não tanto no problema em si.
Sempre fui, e sempre me conheci como uma pessoa fechada, sozinha e preocupérrima com a aceitação dos outros, chegando a ficar obsessiva e depressiva por causa disso.
Claro que não serei a única pessoa a encontrar-me nesta situação, mas serei das poucas pessoas a não conseguir superar essa situação. Seja a situação de fechamento sobre mim ou a situação de me colocar sempre em dúvida e em falta para com os outros.
Evidente que o facto de não ter tido ao longo da vida alguém ao meu lado que me desse a mão, ou me reconfortasse, ajudou a agravar a situação e ajudou-me a entrar em espiral, em pensamentos recursivos...e a lado nenhum.
Pior do que olhar para o espelho e vermos os nossos erros, é não saber apreciar as nossas qualidades, a nossa beleza, seja ela interior ou exterior.
Bloqueamos ali, olhando apenas para o que está a mais, o que não é bonito, o que não sabemos fazer e não avançamos.
Por excesso de busca de perfeição, caímos no vazio, no nada. Ao querermos ser invencíveis, revelamo-nos fracos e frágeis.
Não sabemos fazer das nossas fraquezas, forças e quando olhamos para o lado, achamos que todos sabem mais, que todos são mais bonitos e que todos são mais felizes que nós. Hoje sei que não é assim.
Acabamos por prestar demasiada atenção aos pormenores, mendigamos atenção, e não avançamos, não crescemos e martirizamo-nos.
Desde pequena que me lembro de ser assim, fechada, reclusa de mim mesma.
As pessoas imaginam-me uma pessoa segura de si, uma pessoa que esgrima argumentos como quem segura uma espada; acham que sou tranquila, serena; apagada, e não conseguem ver que sou uma pessoa que grita por segurança, que luta por encontrar respostas, e que sou profundamente ansiosa. Escondo bem o meu jogo, não engano ninguém, mas guardo as fraquezas para mim e dou o meu melhor aos outros. Pelo menos tento.
Hoje, penso ter tomado noção desses meus erros de fundo, mas sei não ter encontrado a solução, a atitude certa para ultrapassar este bloqueio e para salvar o meu ego.
Sou muitas vezes mal interpretada, as pessoas normalmente não se aproximam muito. E tudo isto é um ciclo vicioso quase que sem fim, onde sou prisioneira de mim mesma.
E é duro...é mesmo.