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19 de fevereiro de 2010

Porque há mundos que se tocam...pela alma





Gosto de visitar este blogue http://coconafralda.blogspot.com/ e não pude deixar de publicar dois excertos de um trabalho fabuloso escrito pela "dona "deste blog, mulher, esposa, mãe e jornalista com muita qualidade e profundidade em tudo quanto escreve.
Este trabalho em particular fala de amor. Até aqui, tudo muito banal. Mas este amor fala de um amor cada vez mais raro, feito de dificuldades, de desencontros. Porque este amor fala de pessoas que arriscaram tudo e foram até ao fim.
Este trabalho fala de um amor genuíno, isento de regras, de limites.
Histórias escritas na simplicidade e na autenticidade de um sentimento nobre que não conhece barreiras, amarras ou normas.
Porque é muito bom saber que histórias destas ainda existem, e que afinal o amor ainda é o que sempre foi: autêntico.

13 de fevereiro de 2010

Sensualidade



Adoro ser sensual. Dentro de 4 paredes, certo, mas adoro e esmero-me por sê-lo.
Confesso-me de natureza introvertida e recatada, mas valorizo muito os pormenores. Pormenores nas roupas, na decoração, na escrita, na fala, na linguagem corporal.
Os pormenores dão um encanto nunca supérfluo à relação, dão um brilho sedoso à partilha, e expressam a verdade do sentimento. Os pormenores fazem a diferença e a sensualidade faz toda a diferença: dizem muito de quem somos, do que pretendemos e do que sentimos.
Adoro vestir o papel de mulher sensual quando estou na presença da pessoa que amo. Adoro surpreender, variar, ousar. Adoro cada momento da preparação, da busca, das lojas percorridas até encontrar a peça certa, aquela que irá de encontro ao meu décor, ao meu estado de epírito e ao sabor que escolho ter naquele dia.
Não finjo ser ninguém, nem faço nenhuma encenação. Sai-me tudo no momento. Sensualidade combina com espontaneidade. A indumentária é o único elemento pensado com a devida antecedência. Nada de pressas, há que procurar bem até identificar aquela peça que será a nossa cara na combinação mágica com o nosso parceiro.
Sensualidade não significa vulgaridade, nem implica nudez. Pode (e deve) ser requinte. Sensualidade é "sugestão": é imaginação, é fantasia entrelaçada no amor feito desejo.
A sensualidade é a forma mais simples, e a mais democrática, de se alimentar uma planta que se quer eterna: o amor. Certo ou errado?

27 de janeiro de 2010

9 de janeiro de 2010

E "prontos"

E "prontos", cá estamos de novo, no meio do frio, no meio da neve. Longe de casa, mas com muito por fazer. A vida continua. Espírito positivo. Com algumas preocupações, muitas inseguranças no que toca ao meu trabalho de investigação, mas a certeza do amor de mãe, de sobrinhos e claro, o teu.
É isso que me faz andar para a frente, de coração quente, mesmo só e um pouco insegura.
Hoje não estás aqui ao meu lado, não nos podemos enroscar um no outro. Não posso sentir o teu calor, nem ouvir a tua voz rouca, mas tenho-te no coração, nos pensamentos e por isso estou bem.
Fecho os olhos e é como se estivesses aqui, abraçando-me, dando-me ânimo. Sempre.
As nossas memórias preenchem-me por dentro. Sou a espectadora assídua desta história de amor que é a nossa.
Desejo-te uma boa noite...e até já.

6 de janeiro de 2010

Amar é...

Adorei esta imagem, esta mensagem: o amor é uma amizade ardente.
Amar alguém é ser companheiro, amigo, nos maus e bons momentos, é ser positivo quando o outro não é; é pagar a conta quando o outro não pode; é partilhar a cama, a vida, os sonhos, mas cada um crescendo como indivíduo na sua própria direcção.
Parafraseando o que dizes vezes sem conta: "amar não é olhar um para o outro, mas os dois na mesma direcção."
Amar é sem dúvida ser Amigo. Obrigada por seres meu amigo.


22 de dezembro de 2009

Daqui por 17 horas...

Estarei voando bem alto lá no céu, de mãos dadas contigo, num espaço sem terra e num tempo sem fim.
Estaremos suspensos pelos fios do amor, presos nas malhas do prazer, para além de tudo e de todos, só Tu & Eu depois deste tempo todo.

O Amor e as Circunstâncias

Toda a gente acredita no amor. Toda.
Até os mais scépticos acreditam, acreditam, mas não o confessam a ninguém, nem a si mesmos. Acreditam os que já sofreram desgostos, os que foram traídos, os que deixaram de amar de um dia para o outro e os que já passaram pelo divórcio. Todos.
Todos vivemos para dar e receber amor e carinho venha ele de um cão, de um vizinho, de um colega, de um pai, de uma mãe...enfim ninguém vive sem amar. É impossível.
Eu acredito no amor. Mesmo tendo passado por desgostos que me fizeram duvidar, que me fizeram dizer "nunca mais" e hoje apesar das juras, amo, e amo como nunca amei. Amo perdidamente e não tenho medo de o dizer.
Amo ao longe, embora tenha amado ao perto (a mesma pessoa), e confesso que amar ao longe tem as suas vantagens e desvantagens: a vantagem de escapar ilesa ao desgaste da rotina, do sexo sem ardor, do beijo esperado e conformado; e a desvantagem de estar fisicamente longe e de não pode partilhar os momentos a dois.
Amar é complicado. Muito. E ainda hoje questiono-me sobre o segredo de uma relação plena.
Questiono-me se o amor eterno existe, se o amor em crise tem hipótese de sobreviver ao day after.
Pergunto-me se é possível amar-se perdidamente ad eterno e se as circunstâncias da vida não serão mais fortes que tudo.
Acredito que o amor perdoa, mas será que perdoa sem sair beliscado? Sem sair fragilizado? Será que a continuidade e a longevidade de uma relação é o seu maior inimigo? será?
A vida é repleta de acontecimentos inesperados, as exigências do trabalho são cada vez maiores e nem sempre é fácil conciliar uma vida profissional com uma vida pessoal plena.
E os filhos? serão eles uma benção ou um elemento estranho que se aloja entre os dois amantes para o todo o sempre? Tenho dúvidas. Grandes. Enormes.
Acredito no amor, mas temo fragilizar perante as circunstâncias que podem não ser favoráveis ao amor.
Por outro lado, não acredito que a solução seja uma relação a meio gás, a meio fogo em que cada um vive no seu mundo e se encontra com hora marcada para gozar apenas o lado bom da vida. Isso não é amor. É fantasia. É fuga. É conforto. É comodismo.
A verdade é que amar é uma necessidade que pode virar ao pesadelo. Requer muita energia, muita fé, muita perseverança, muito sacrifício e muita cedência. Amar não tem nada de perfeito nem de quimérico e talvez seja esse o nosso primeiro erro: buscar o quimérico e o fantasioso em algo que não o é nem nunca o foi e nunca o será.
Amar é genuinamente imperfeito. Ninguém nasce naturalmente preparado para saboreá-lo na sua plenitude e muito menos para sobriver às investidas do seu génio difícil.
Como viver e sobreviver ao amor? eis a questão.

20 de dezembro de 2009

And the winner is: L-O-V-E



E porque apesar das discussões, não consigo deixar de palpitar por ti.

16 de dezembro de 2009

Tu & Eu: uma questão de fé

Hoje estou longe de ti, como já há algum tempo.
Não sei se tempo demais, é apenas o tempo que tem de ser. Não escolhi que assim fosse e tu muito menos.
Muita gente debate o tema do namoro à distância: eu não debato, nem filosofo sobre isso, limito-me a vivê-lo intensamente porque acredito nele. Ponto. A discussão para mim nem se põe. É um dogma que acalento com toda a minha força. Assumo-o sem rodeios e sinto-me bem assim.
Sinto a tua falta e pergunto-me como seria se estivesses aqui, ao meu lado, para partilhar os (nossos) momentos de vitória e os (nossos) momentos de dor, de dúvida, de luta solitária.
Imersa no trabalho, procuro não pensar como seria se não tivesse feito esta escolha e procuro não questionar os "porquês".
Passei a viver noutra dimensão onde a minha vida pessoal é reduzida a uma lembrança vagabunda.
Aprendi a não sofrer retendo pensamentos doentios e alimentando a fé em nós. Deste modo, sinto-te perto, mesmo estando longe.
Vivo a vida um dia de cada vez; vivo por objectivos a cumprir.
Decidimos juntos pressionar na tecla pause no nosso amor vivido no real, e hoje aguardo ansiosamente pelo dia em que poderemos pressionar novamente na tecla play.
Até lá, permaneço no meu mundo, um pouco só, imaginando-te aqui, ao meu lado e acreditando que um dia tudo será diferente para bem melhor.
Até lá, fica aqui a lembrança do teu nome, do teu sabor, da tua doçura e isso basta-me para continuar em frente.
Havemos de vencer, tu desse lado e eu deste. Para isso, basta ACREDITAR.
Hoje estás no meu coração, daqui por 4 dias, estarás nos meus braços. Isso basta-me.

10 de dezembro de 2009

O Milagre do Amor



Eu já sabia ou desconfiava que o amor fazia milagres, mas hoje tive a confirmação olhando para ti P.
O amor tem este dom não revelado de fazer combinações improváveis, de somar 2+2 num total de 5. É espantoso e mágico...
Estás tão mudada! Como o Amor te modificou. Como estás serena, como ouves os outros, com serenidade e tranquilidade.
É muito bom ver, e sentir que estás bem, e que alguém finalmente te preencheu algures por dentro e aquece o teu coração.
Estou super feliz, mesmo, e desejo que tudo corra pelo melhor, e que sejas finalmente Feliz, depois de tanto tropeço.
Parabéns P. Parabéns.

Porque hoje era isto que ouvirias, em alto e bom som, se eu estivesse aí...



Porque hoje sinto-me frágil e porque hoje, mais uma vez, seguraste-me na mão quando mais precisei...Mesmo de longe & como sempre.
Obrigada.