30 de julho de 2010

Douceur de Vivre





Simplesmente. Amanhã vou ligar ao fio terra e gozar 2 semanas de descanso.
Pura magia and nothing else.

No silêncio da noite

António Feio: 1954-2010

Porque há pessoas que partem no calar da noite, em silêncio, deixando apenas uma memória, boa e agradável, no seu rasto. Porque há pessoas que partem cedo demais. Porque a vida é feita de encontros e de partidas, dolorosas. Porque a vida é assim. Porque a vida tem de ser saboreada até ao fim, a cada segundo.

29 de julho de 2010

Matter of fact


I did run away, but you did follow me.

Back to real life!


Estou de regresso e precisei de uns dias para recuperar do choque que tem sido regressar à base, e quando digo regressar à base, digo lidar de novo com a mesquinhez do mundo do trabalho. Já não me lembrava como isso era, e digo-vos, é mau, muito mau. Há tanta mas tanta mesquinhez, tanta inveja e até mete dó. Estive um dia em estado de choque, sem falar, em reclusão, garregando o peso do mundo às costas.
Porque há gente que nasceu para serem rica, sempre bem sucedida, e bajolada e eu não suporto estas poses e estas atitudes de merd@. E pronto, hoje mais ou menos refeita, mentalizando-me para o pior e com uma enorme vontade de vencer este novo desafio. Porque lá no fundo, lá no fundo, o que eu queria mesmo é que me ignorassem, mas isso é coisa que não sabem, não querem e não podem fazer porque a inveja e a ganância falam sempre mais alto. Ai...nunca se pode ter o melhor dos dois mundos e em Outubro começa uma nova guerra. e eu terei de ter muita mas muita paciência senão paro ao manicómio.

24 de julho de 2010

Faltam 24 h



Para estar em casa.

23 de julho de 2010

E por causa das cócegas...




Hoje vou jantar aqui a esta cidade muito bonita chamada Gent.

Primeiro Balanço


Estou quase (partida partida só em Setembro) de partida de Bruxelas, local onde permaneci durante 3 anos. Cheguei cá com um punhado de sonhos; hoje são poucos os que levo de regresso a casa. Foram 3 anos simultaneamente longos e curtos; simultaneamente dolorosos e saborosos. Aqui aprendi a ser eu, enfrentando a realidade tal como ela é. Aqui aprendi que somos todos iguais e que são as "oportunidades" e "os recursos" que fazem a "diferença" entre nós e eles. Nada mais.
Aqui aprendi a dar, sem forçosamente receber, aprendi a chorar pela angústia de estar só perante os desafios mas também aprendi a secar as lágrimas antes de elas cairem. Aqui aprendi a gostar de mim como nunca tinha gostado, tomei real noção dos meus defeitos, das minhas fraquezas. Aprendi a valorizar as minhas qualidades e a valorizar as minhas capacidades. Aqui aprendi a ser uma mulher com "génio", aprendi a lutar com garra e determinação, aprendi a seguir os caminhos mais dificeis sem vacilar: assumi a minha diferença.
Aqui aprendi a ser respeitada, aprendi a ser perspicaz, aprendi a defender-me das agressões dos outros, antecipando as jogadas. Aqui aprendi a ser firme nas minhas decisões, nas minhas opções de vida e de trabalho. Aqui aprendi a valorizar Portugal, aprendi a amar como nunca amei, aprendi a ver os outros de igual para igual, colocando-me finalmente à altura dos restantes. Aqui eu cresci. Daqui levo as minhas cicatrizes, as recordações de momentos de grande dor, de grande angústia mas tb de grande alegria e felicidade. Aqui aprendi a dizer que sou feliz. Aqui aprendi a ser amigo, sendo exigente e firme sem nunca falhar com a minha presença e ajuda. Aqui aprendi a ter orgulho de ser Portuguesa e de ser quem sou, com a minha (imperfeita) trajectória de vida, pautada por perdas e desilusões. Hoje sinto uma paz e uma serenidade que são apenas minhas. Hoje sinto (algum) cansaço, sinto o rasgar da carne pelo esforço e sacrifício acumulados, mas hoje, sei que valeu a pena pois eu regresso a Portugal e não sou a mesma. Sou eu, mas em bem melhor. Regresso com a certeza de que a caminhada continua e que cada passo dado em frente, é caminho conquistado.

22 de julho de 2010

2 days to go

Almost there.

21 de julho de 2010

Dia Nacional da Bélgica



E hoje celebra-se o dia nacional da Bélgica, um dia deveras peculiar para um país dividido em dois, e em constante crise política. A verdade é que nas ruas vendiam-se sobretudo batatas fritas e pouco mais. A artificialidade identitária existe mas a vontade de continuar juntos tb. País deveras peculiar.

Às vezes sinto-me assim...


Tenho dias.