30 de julho de 2010
No silêncio da noite
Porque há pessoas que partem no calar da noite, em silêncio, deixando apenas uma memória, boa e agradável, no seu rasto. Porque há pessoas que partem cedo demais. Porque a vida é feita de encontros e de partidas, dolorosas. Porque a vida é assim. Porque a vida tem de ser saboreada até ao fim, a cada segundo.
29 de julho de 2010
Back to real life!

Estou de regresso e precisei de uns dias para recuperar do choque que tem sido regressar à base, e quando digo regressar à base, digo lidar de novo com a mesquinhez do mundo do trabalho. Já não me lembrava como isso era, e digo-vos, é mau, muito mau. Há tanta mas tanta mesquinhez, tanta inveja e até mete dó. Estive um dia em estado de choque, sem falar, em reclusão, garregando o peso do mundo às costas.
Porque há gente que nasceu para serem rica, sempre bem sucedida, e bajolada e eu não suporto estas poses e estas atitudes de merd@. E pronto, hoje mais ou menos refeita, mentalizando-me para o pior e com uma enorme vontade de vencer este novo desafio. Porque lá no fundo, lá no fundo, o que eu queria mesmo é que me ignorassem, mas isso é coisa que não sabem, não querem e não podem fazer porque a inveja e a ganância falam sempre mais alto. Ai...nunca se pode ter o melhor dos dois mundos e em Outubro começa uma nova guerra. e eu terei de ter muita mas muita paciência senão paro ao manicómio.
24 de julho de 2010
23 de julho de 2010
Primeiro Balanço

Estou quase (partida partida só em Setembro) de partida de Bruxelas, local onde permaneci durante 3 anos. Cheguei cá com um punhado de sonhos; hoje são poucos os que levo de regresso a casa. Foram 3 anos simultaneamente longos e curtos; simultaneamente dolorosos e saborosos. Aqui aprendi a ser eu, enfrentando a realidade tal como ela é. Aqui aprendi que somos todos iguais e que são as "oportunidades" e "os recursos" que fazem a "diferença" entre nós e eles. Nada mais.
Aqui aprendi a dar, sem forçosamente receber, aprendi a chorar pela angústia de estar só perante os desafios mas também aprendi a secar as lágrimas antes de elas cairem. Aqui aprendi a gostar de mim como nunca tinha gostado, tomei real noção dos meus defeitos, das minhas fraquezas. Aprendi a valorizar as minhas qualidades e a valorizar as minhas capacidades. Aqui aprendi a ser uma mulher com "génio", aprendi a lutar com garra e determinação, aprendi a seguir os caminhos mais dificeis sem vacilar: assumi a minha diferença.
Aqui aprendi a ser respeitada, aprendi a ser perspicaz, aprendi a defender-me das agressões dos outros, antecipando as jogadas. Aqui aprendi a ser firme nas minhas decisões, nas minhas opções de vida e de trabalho. Aqui aprendi a valorizar Portugal, aprendi a amar como nunca amei, aprendi a ver os outros de igual para igual, colocando-me finalmente à altura dos restantes. Aqui eu cresci. Daqui levo as minhas cicatrizes, as recordações de momentos de grande dor, de grande angústia mas tb de grande alegria e felicidade. Aqui aprendi a dizer que sou feliz. Aqui aprendi a ser amigo, sendo exigente e firme sem nunca falhar com a minha presença e ajuda. Aqui aprendi a ter orgulho de ser Portuguesa e de ser quem sou, com a minha (imperfeita) trajectória de vida, pautada por perdas e desilusões. Hoje sinto uma paz e uma serenidade que são apenas minhas. Hoje sinto (algum) cansaço, sinto o rasgar da carne pelo esforço e sacrifício acumulados, mas hoje, sei que valeu a pena pois eu regresso a Portugal e não sou a mesma. Sou eu, mas em bem melhor. Regresso com a certeza de que a caminhada continua e que cada passo dado em frente, é caminho conquistado.
22 de julho de 2010
21 de julho de 2010
Dia Nacional da Bélgica

E hoje celebra-se o dia nacional da Bélgica, um dia deveras peculiar para um país dividido em dois, e em constante crise política. A verdade é que nas ruas vendiam-se sobretudo batatas fritas e pouco mais. A artificialidade identitária existe mas a vontade de continuar juntos tb. País deveras peculiar.
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